Belém, metrópole da
Amazônia, é a maior cidade
do mundo na zona equatorial. Seus
1,8 milhões de habitantes dobram,
entretanto, uma vez por ano: na festa
do Círio de Nazaré,
no segundo domingo de outubro, quando
ocorre a maior procissão religiosa
do Brasil.
Romeiros de todo o Brasil percorrem
ruas que são túneis
de árvores, contemplam exemplares
de arquitetura que envolvem 400 anos
de evolução, e, depois
da romaria, se deliciam com talvez
a mais rica e saudável culinária
brasileira, que hoje renova os cardápios
dos melhores chefs brasileiros e de
restaurantes do mundo todo.
Mas em qualquer época do ano,
há o que ver em Belém:
o colonial Forte do Presépio,
o neoclássico Teatro da Paz,
a art-nouveau da Praça da República,
dois dos melhores museus brasileiros:
o Museu de Arte Sacra, e o Museu Goeldi,
de biodiversidade.
E há o que curtir: na Estação
das Docas, centro de lazer diretamente
sobre o rio; em passeios às
ilhas próximas; em trilhas
e igarapés; em serestas e shows
a céu aberto, no verão.
O Pará no Atlântico alterna
praias, mangues, viveiros de pássaros,
ilhas selvagens e estações
moderníssimas de veraneio.
Salinópolis, a principal estação
de veraneio do estado, a 200 Km de
Belém, tem um conjunto de mais
de dez praias de fina e branca areia,
com dunas em perpétuo movimento.
Em Bragança, extensos manguezais
permitem a pesca esportiva, na tranqüilidade
dos furos e paranás e, ainda,
o mergulho no oceano, na praia de
Ajuruteua.
Em Algodoal, um paraíso com
praias místicas, a experiência
do mar amazônico: selvagem,
rústico, quente, úmido
e cheio de vida. Em Vigia, uma antiga
igreja de pedra conta histórias
de massacres e revoltas.
Nessa região, curtir a praia
é também experimentar
um folclore extremamente rico e variado.
Brega, lambada, carimbo, lundu e lindo
são alguns dos ritmos que assinam
as festas nessa região. E pescar
no mar significa também descobrir
segredos da natureza, como a ilha
das canelas, em pleno oceano, onde
guarás fazem ninho e maçaricos
migradores fazem pouso antes de seguir
para o Ártico.
Maior ilha do mundo banhada ao mesmo
tempo por mar e rio, localizada no
delta do amazonas, o Marajó
é um santuário ecológico
digno de ser preservado e visitado.
O coração da ilha é
de campos naturais, pastagens no verão,
imensos lagos de deslumbrantes jardins
flutuantes na época das chuvas,
onde as aves, os búfalos, os
peixes e as borboletas convivem harmoniosamente
com as embarcações que
substituem, nessa época, os
cavalos e charretes. Os guarás
pescam, os búfalos tomam banho,
os jacarés espreitam. Nas inúmeras
fazendas que recebem visitantes, a
vida pantaneira pode ser apreciada
inclusive no lombo de cavalo marajoara,
raça desenvolvida na região.
Marajó também é
praia de água salobra, mistura
do Atlântico e do Amazonas,
como em Salvaterra e Soure, as duas
cidades mais importantes da ilha.
O carimbo e o síria, as mais
características manifestações
do povo, animam as festas. O artesanato
marajoara, basicamente cerâmica,
já é reconhecido fora
do Pará como uma das expressões
mais interessantes da cultura popular.
O Marajó também é
conhecido pela grande produção
de açaí, que é
nativo da ilha e hoje tem a sua produção
incentivada.
Afuá
Ilha Mexiana
Anajás
Muaná
Breves
Ponta de
Pedras
Chaves
Soure
Curralinho
Salva Terra
Cachoeira
do Arari
São
Sebastião da Boa Vista
Ilha Caviana
Sta. Cruz
do Arari
PÓLO
TAPAJÓS
Quando o Tapajós, com suas
águas límpidas, se encontra
com o Amazonas, de águas barrentas,
acontece um dos maiores espetáculos
proporcionados pela natureza. As águas
correm paralelas por quilômetros,
sem se misturar, perfeitamente distintas.
Mas esse não é o único
show da natureza nessa região
privilegiada. Alter-do-Chão
e as localidades próximas,
nos rios Tapajós e Arapiuns,
oferecem cenários impossíveis
de descrever sem vários adjetivos.
Praias infindáveis de areias
finas, águas cristalinas de
um rio imenso, floresta tropical,
é uma combinação
perfeita. Mas a região tem
mais: artesanato e manifestações
culturais com forte influência
indígena, culinária
baseada em peixes como pirarucu, tambaqui
e tucunaré, uma bela cidade,
Santarém, apelidada de Pérola
do Tapajós.
Nesta região fazem-se pescas
esportiva e amadora em grandes festivais
e em atividades permanentes.
Há grutas com gravuras rupestres
em Monte Alegre; galerias monumentos
naturais de rochas em Alenquer; imensas
cachoeiras em Óbidos e Oriximiná.
Alenquer
Monte Alegre
Aveiro
Óbidos
Belterra
Oriximiná
Curuá
Rurópolis
Faro
Santarém
Itaituba
Terra Santa
Juruti
Trairão
Jacareganga
PÓLO ARAGUAIA / TOCANTINS
Duas das maiores obras da engenharia
brasileira estão nesta região,
cortadas pelo Tocantins e o Araguaia:
a hidrelétrica de Tucurí
e a exploração mineral
da Serra dos Carajás. A riqueza
do subsolo, entretanto, não
ofusca a beleza do percurso pelos
dois grandes rios. Praias fluviais
longas e alvas, muitas completamente
desertas, algumas servindo de berçário
para tartarugas, encantam o viajante.
Serras alternam vales à floresta
e aos campos de pastagem: aqui está
o maior rebanho do Pará, e,
com ele, uma cultura pecuária
de rodeios, cavalhadas, torneios de
cavalaria e grandes feiras de negócios
embaladas por música sertaneja
e popular brasileira.
Negócios e lazer se alternam:
é sempre possível passar
um feriado pescando gigantescos tucunarés
no lago de Tucuruí, ou percorrer
as trilhas da Serra das Andorinhas,
para ver de perto cavernas com gravuras
pré-históricas e estalactites
belíssimas.
O rio é sinuoso e cor de aço.
Em alguns pontos, as curvas se alargam
e não se vê a outra margem.
Em outros, se fecham e o rio se esconde
do piloto do avião.
Altamira, a maior cidade desta região,
sedia o município de maior
território brasileiro. Nele
estão as maiores reservas indígenas
do Pará e nele também
uma terra roxa abençoada, onde
se plantando tudo dá.
A maior parte desta região
é selvagem, intocada. Mas a
pequena parte também onde os
homens se instalam é uma fronteira
agrícola em expansão
cuja produtividade enorme vem ajudando
os recordes de produção
brasileiros. E oferece cenários
de paraíso, como na reserva
pesqueira do rio São Benedito,
ou nos balneários naturais
do rio Curuá e nas corredeiras
e cascatas do curso do próprio
Xingu.
É a região dos rallies,
dos torneios de pesca e daqueles que
querem ultrapassar seus limites.